O que me oferecem as práticas de atenção plena (Mindfulness)?       Breve reflexão

"Os meus pensamentos são como as nuvens no céu, as minhas emoções como o arco-íris"

Fotografias (Irlanda, 2017) e texto da autoria de Sandra Costa

No passado sábado dia 13/01/2018, os Mochinhos da Sabedoria, representados por mim, Sandra Costa, tiveram o gosto de estar presentes no Instituto CRIAP (Porto), para partilhar práticas de atenção plena (Mindfulness), com a Mikaela Oven fundadora da Academia de Parentalidade Consciente.

Foi possível praticar meditações, partilhar e refletir com um grupo maravilhoso, interessado e motivado. A Mia possibilitou um verdadeiro espaço de acolhimento e de bem-estar. 

Deste dia retiro vários aspetos que gostaria de partilhar com vocês. Ao longo do ano 2017, foi possível constatar uma abertura crescente da parte do público em geral, instituições públicas e privadas, bem como associações de vários tipos, em relação às práticas de atenção plena. 

Vamos por partes... mas afinal o que é isto de estar com atenção plena? Estar com atenção não significa por si só estar "plenamente" em atenção? Estar em atenção a alguma coisa em concreto ou a mim? Na minha humilde perspetiva, vivência e pelo que foi partilhado com a Mia e o grupo, é dar a intenção de estar em presença consciente. Ou seja, no momento em que eu decido estar com atenção plena numa prática, eu dou a intenção consciente que vou estar presente para olhar para mim, para o meu interior, para as minha emoções e assim aprofundar o meu autoconhecimento. 

Este olhar que eu faço para dentro de mim é feito com curiosidade ("Deixa me ver o que sinto, como "vejo"? como "ouço"? como "cheiro"? que "gosto" e "toque" tem o meu interior? O meu interior tem coisas boas e "menos boas" que vêm em formas de pensamentos e emoções. Todos eles fazem parte de mim e eu quero apresentar-me a eles e conhecê-los tal e qual como eles são. Deixá-los ser e não os julgar por serem. Apenas dar conta que existem dentro de mim e simplesmente aceitá-los. 

Nas práticas, o próprio Jon Kabat Zinn se refere aos pensamentos como nuvens no céu, elas estão presentes mas vão passando... só temos de as observar, pois nada podemos fazer para as mandar embora! e as emoções? porque não serem o arco-íris, com as cores que o compõe, tal como as emoções! já viram um arco-íris somente vermelho? ou azul e amarelo? e as restantes cores? todas fazem parte, tal como as nossas emoções. Pelo que vamos observar o nosso "céu" interior, simplesmente como ele é

Gratidão às práticas de atenção plena que me permitem conhecer-me melhor todos os dias. 


Gratidão à Mia pela partilha
Gratidão à Mia pela partilha